Na ponta da agulha: quando o sonho não me deixa desistir, mas o mercado não me deixa viver

Imagine estar pendurado na extremidade de uma agulha.
Abaixo, um vazio sem nome. Acima, o peso de um sonho que nunca te perdoa.
Eu nunca desisti — só pedi espaço para evoluir.
Mas cada “vamos só testar e pagamos ano que vem” é uma faca que me empurra para trás.
Três anos entregando tudo certo para o mesmo cliente e, no fim, a desconfiança continua maior que a gratidão.
As horas boas existem: são 10 % de sorriso que sustentam 90 % de angústia.
Elas me lembram por que ainda respiro código, por que ainda acordo querendo criar aplicativos lindos.
A pergunta que late:
“Vale a pena continuar sendo devorado pelo próprio sonho?”
A resposta, por enquanto, é um silêncio equilibrado na ponta da agulha.

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